Confira a previsão do Copom! Petróleo aumenta o saldo balança
comercial! Reajuste do Bolsa Família! Bolsas, câmbio e mercado
internacional!
Thiago Flores
Espero elevação de 50 p.b. da taxa Selic na reunião do Copom a
ser realizada hoje, que deverá levá-la ao patamar de 11,75% ao
ano. Esse movimento faz parte de uma ação coordenada de política
econômica – que inclui uma forte redução no crescimento das
despesas públicas e medidas macroprudenciais – para trazer a
inflação para o centro da meta ao longo de 2012. Essa estratégia
de política econômica, aliada à desaceleração já em curso da
atividade, com destaque para o mercado de trabalho, e ao fato de
parte da deterioração da inflação e das expectativas ser reflexo
de choques de commodities – a serem acomodados na banda de
inflação – são elementos mais do que suficientes para justificar
uma elevação de no máximo 50 p.b. nessa reunião.
Motivada pelas exportações de petróleo e derivados, a balança
comercial brasileira ampliou seu superávit para US$ 1,199 bilhão
em fevereiro, ante saldo de US$ 423 milhões registrado em
janeiro, conforme divulgado ontem pelo Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As exportações
somaram US$ 16,733 bilhões, marcando expansão de 23,5% ante
janeiro do ano passado e crescimento de 1,3% na margem, em
termos dessazonalizados. Na abertura setorial, a categoria de
básicos se expandiu 39,3% em relação ao mesmo período de 2010,
com destaque paras as vendas de petróleo e derivados, materiais
de transporte, minérios e metalúrgicos. Da mesma forma, as
categorias de semimanufaturados e manufaturados obtiveram altas
de 14,0% e 12,5%, respectivamente, na mesma base de comparação.
Já as importações totalizaram US$ 15,534 bilhões, acelerando
18,4% em relação a janeiro de 2010 sendo que, na margem,
observamos expansão de 3,4%. Dentre as categorias, na comparação
interanual, destaque para a compra de veículos automotores e
partes, químicos, equipamentos mecânicos e equipamentos
elétricos e eletrônicos.
Assim, no ano, o superávit comercial somou US$ 1,622 bilhão,
sendo que a corrente de comércio – considerando a soma das
exportações e das importações – alcançou US$ 62,272 bilhões, se
expandindo 20,7% em relação ao mesmo período de 2010, segundo o
critério da média diária. Para 2011, esperamos que o saldo
comercial registre superávit de US$ 17,3 bilhões, garantido pelo
crescimento de 26,9% das exportações e de 30,9% das importações
em relação a 2010.
Após um ano sem reajustes, o programa social Bolsa Família
receberá reajuste real médio de 8,7%, conforme anunciado ontem
pela presidente Dilma Rousseff, em continuidade ao compromisso
com o combate à pobreza, uma prioridade do governo mesmo diante
da necessidade de controle de gastos e do compromisso com a
austeridade fiscal já sinalizado para este ano. Assim, o
benefício médio do programa passará de R$ 96 para R$ 115, sendo
de no mínimo R$ 32 e, no máximo, R$ 242. O maior aumento dentre
os benefícios, de 45,5% em termos nominais, se dará a famílias
com crianças e adolescentes de até 15 anos.
Segundo o governo, a estimativa de aumento de gastos para o ano,
a partir de abril quando os reajustes entrarão em vigor, é de R$
2,1 bilhões adicionais, o que, entretanto, não exigirá revisões
dos cortes sobre o Orçamento 2011, anunciados no início desta
semana, e cujos recursos virão de reservas e remanejamentos.
As bolsas internacionais devem operar em direções distintas: o
índice futuro da bolsa norte-americana (S&P) deve operar no
campo positivo, enquanto as bolsas européias registram ligeira
queda. Estes movimentos refletem, em parte, o aumento da
volatilidade por conta da expectativa de um acirramento nas
tensões no Oriente Médio e no Norte da África, e parte por conta
do discurso do presidente do Banco Central dos EUA, Ben Bernanke,
que ressaltou o risco de que a alta nos preços de energia pode
afetar a recuperação da economia do país. No mercado de câmbio,
o dólar deve perder valor frente às demais moedas, corrigindo
parte dos movimentos do pregão de ontem. No mercado doméstico,
espero que a bolsa brasileira siga tendência de baixa, ao passo
que o real deverá ganhar valor frente ao dólar.
(*)
Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de
Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP,
Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®
www.ffconsult.com
ffconsult@ffconsult.com
Você
profissional ou estudante da área de Auditoria,
Contabilidade, Tributação, mande-nos seu artigo para
publicação e debate, através do e-mail
portaldeauditoria@portaldeauditoria.com.br
Acesse conteúdos
de:
Artigos |Auditoria |
Contabilidade |
Tributação |
Trabalhista |
Defesas Tributárias
