PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO: IMPORTANTE FERRAMENTA NA GESTÃO DA
EMPRESA
Francisco Junior Teixeira
É muito importante começar o novo exercício financeiro
planejando sua atividade como um todo, incluindo, essencialmente
o Planejamento Tributário.
O excesso de tributação inviabiliza muitas operações e cabe ao
administrador tornar possível, em termos de custos, a
continuidade de determinados produtos e serviços, num preço
compatível com o que o mercado consumidor deseja pagar.
Não obstante, há ainda a edição de grande quantidade de normas
que regem o sistema tributário, oriundas dos 3 entes tributantes
(União, Estados e Municípios).
Cálculos aproximados indicam que um contabilista, somente para
acompanhar estas mudanças, precisa ler centenas de normas (leis,
decretos, instruções normativas, atos, etc.) todos os anos.
E ainda, há dezenas de obrigações acessórias que uma empresa
deve cumprir para tentar estar em dia com o fisco: declarações,
formulários, livros, guias, etc.
Esse planejamento deve ser feito em todas as etapas produtivas
da empresa, seja ela Indústria, Comércio ou Prestação de
Serviços, afim de maximizar o aproveitamento de créditos
tributários, evitando assim desperdícios, que no final das
contas é dinheiro que deixa o caixa da empresa.
A obrigação do administrador, gestor ou do sócio da empresa é de
controlar a atividade global da empresa, visto que a atividade
empresarial a cada dia fica mais difícil no Brasil, dessa forma
ele deve delegar ou formar um departamento de inteligência
fiscal em sua empresa, seja com funcionários da empresa ou
prestadores de serviços terceirizado, com isso proporcionando um
estudo mais minucioso dos tributos incidentes da atividade e
possibilitando economia.
A cada dia fica mais difícil para o administrador acompanhar as
mudanças tributárias que abrange os diferentes tributos que a
empresa está sujeita, como é o caso da suspensão da cobrança de
Pis e Cofins sobre algumas atividades Agropecuárias ocorridas no
final de 2010.
Por vezes, somente estabelecer um plano de gestão tributária na
empresa tem sua eficácia limitada, é preciso que esse plano seja
testado e acompanhado por vários meses do ano em um formato de
Auditoria, para saber se as medidas elaboras são realmente
aplicadas pelos setores envolvidos, pois um simples lançamento
errado de uma nota fiscal de entrada pode ocorrer a perda de um
crédito tributário de Pis e Cofins ou ICMS.
O
planejamento
tributário tem um objetivo a economia legal da
quantidade de dinheiro a ser entregue ao governo. Os tributos
(impostos, taxas e contribuições) representam importante parcela
dos custos das empresas, senão a maior. Com a globalização da
economia, tornou-se questão de sobrevivência empresarial a
correta administração do ônus tributário.
Em média, 33% do faturamento empresarial é dirigido ao pagamento
de tributos. Do lucro, até 34% vai para o governo. Da somatória
dos custos e despesas, mais da metade do valor é representada
pelos tributos. Assim, imprescindível a adoção de um sistema de
economia legal.
Planejamento tributário é saúde para o bolso, pois representa
maior capitalização do negócio, possibilidade de menores preços
e ainda facilita a geração de novos empregos, pois os recursos
economizados poderão possibilitar novos investimentos. Invista
nisso!
* Francisco Junior Teixeira é Bacharel em Direito, consultor
tributário da
Clínica Tributária e
redator dos sites
www.portaldeauditoria.com.br,
www.maph.com.br e
www.clinicatributaria.com.br.
email:
francisco@clinicatributaria.com.br
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