Inflação desalecera um pouco em Maio, mas continua Pressionada.
Confira os fatores de pressão nos índices de preços.
Thiago Flores
Segundo divulgado pela FGV, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10)
variou 0,55%, em maio. A taxa apurada em abril foi de 0,56%. O
IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias
11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,26%, em
maio. Em abril, a variação foi de 0,49%. Os Bens Finais
registraram taxa de variação de 0,23%, em maio, ante 0,86%, em
abril. Contribuiu para esta desaceleração o subgrupo alimentos
processados, que teve sua taxa reduzida de 0,29% para -0,74%. O
índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos
alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de
-0,08%. No mês anterior, a taxa foi de 0,23%.
O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de
0,90%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,49%. Quatro dos
cinco subgrupos apresentaram aceleração, com destaque para
materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de
0,58% para 1,19%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido
após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a
produção, registrou variação de 0,89%. No mês anterior, foi
registrada variação de 0,46%.
O índice de Matérias-Primas Brutas registrou variação de -0,52%.
Em abril, a taxa foi de 0,07%. Neste grupo, vale destacar as
seguintes desacelerações: algodão (em caroço) (0,04% para
-17,56%), laranja (-4,96% para -25,21%) e bovinos (0,65% para
-1,31%). Em sentido oposto, citam-se: minério de ferro (0,31%
para 6,53%), cana-de-açúcar (3,08% para 11,17%) e leite in
natura (2,41% para 3,60%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de
0,98%, em maio, ante 0,77%, em abril. Cinco das sete classes de
despesa componentes do índice apresentaram aceleração, com
destaque para Habitação, cuja taxa passou de 0,33% para 0,68%.
Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: tarifa
de eletricidade residencial (0,19% para 1,40%), taxa de água e
esgoto residencial (0,00% para 1,63%) e material para limpeza
(0,16% para 0,76%).
Também apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os
grupos: Vestuário (0,91% para 1,51%), Despesas Diversas (0,20%
para 0,73%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,71% para 1,13%) e
Transportes (1,54% para 1,74%). Nestas classes de despesa,
destacam-se os itens: roupas (0,96% para 1,96%), cigarro (0,58%
para 1,96%), medicamentos em geral (0,82% para 3,10%) e gasolina
(3,14% para 5,61%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentou recuo em sua taxa de variação o
grupo Alimentação (1,11% para 1,04%). Neste grupo, vale
mencionar o comportamento dos preços dos itens: hortaliças e
legumes (6,95% para 4,75%), pescados frescos (4,41% para 0,98%)
e aves e ovos (2,05 para 0,32%). O grupo Educação, Leitura e
Recreação registrou a mesma taxa de variação apurada no mês
anterior, de 0,36%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em
maio, taxa de variação de 1,57%, acima do resultado do mês
anterior, de 0,52%. Dois dos três grupos componentes do índice
apresentaram acréscimos em suas taxas de variação: Serviços, de
0,12% para 0,52%, e Mão de Obra, de 0,66% para 2,74%. Já o
índice relativo ao grupo Materiais e Equipamentos registrou
desaceleração, de 0,47% para 0,45%.
(*)
Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de
Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP,
Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®
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