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Superávit comercial: exportações de commodities supera enfraquecimento nas vendas de petróleo. Bolsas caem!

Thiago Flores 

Apesar do enfraquecimento das exportações de petróleo, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 841 milhões na primeira quinzena de março, considerando o período entre os dias 1º e 11 deste mês, conforme divulgado ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As exportações totais somaram US$ 6,477 bilhões no período e, pelo critério das médias diárias, aumentaram 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nessa mesma base de comparação, a abertura setorial mostrou que a categoria que mais cresceu foi a de básicos (47,6% na comparação interanual), impulsionada pelas vendas de minério de ferro, materiais de transporte, soja, metalúrgicos e carnes; ao mesmo tempo, as exportações de petróleo e derivados caíram 47,5%.

Em seguida, encontram-se as categorias de semimanufaturados e manufaturados, com elevações de 42,1% e 22,7%, respectivamente. Já as importações totais foram de US$ 5,636 bilhões no período, tendo crescido 20,4% em relação à média diária do mesmo mês do ano passado.

Dentre as categorias, na comparação interanual, destaque para a compra de equipamentos mecânicos (elevação de 34,5%), de veículos e partes (que se expandiu 28,3%) e de equipamentos elétricos e eletrônicos (que cresceu 26,7%). No acumulado do ano, o saldo comercial está superavitário em US$ 2,463 bilhões, superior ao acumulado dos três primeiros meses do ano passado, quando o saldo estava positivo em US$ 883 milhões.

Em termos dessazonalizados por nós, destacamos que as vendas externas excluindo petróleo registraram expansão de 23% na margem, impulsionadas pela venda de outras commodities, tais como minério de ferro, soja, celulose e carnes. Já os desembarques também excluindo o saldo de petróleo, registraram alta marginal, de 4%, em linha com as expectativas.

As bolsas internacionais devem operar em baixa, refletindo o temor de que o desastre natural no Japão ganhe maiores proporções, debilitando a recuperação da atividade global. Esta elevação da aversão ao risco deve se estender para o mercado doméstico, fazendo com que a bolsa brasileira registre queda no pregão de hoje. No mercado de câmbio, o dólar deve perder valor frente às demais moedas, corrigindo o movimento dos últimos dias, movimento que também deve ocorrer frente ao real.
 

(*) Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®
www.ffconsult.com
ffconsult@ffconsult.com
 

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