Bingo! Nova taxa Selic vai a 12% a.a. Ao que parece elevação
continuará! Ainda neste artigo a pesquisa do Brasileiro e sua
relação com o dinheiro.
Thiago Flores
Conformo o artigo anterior, a previsão de aumento de 0,25%
estava correta!
Segundo comunicado do BC, dando seguimento ao processo de ajuste
das condições monetárias, o Copom decidiu elevar a taxa Selic
para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos
pelo aumento da taxa Selic em 0,50 p.p.
“Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda
incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a
complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o Comitê
entende que, neste momento, a implementação de ajustes das
condições monetárias por um período suficientemente prolongado é
a estratégia mais adequada para garantir a convergência da
inflação para a meta em 2012.”
De acordo com a pesquisa "O Brasileiro e sua Relação com o
Dinheiro", versão 2010, divulgada também pelo BC, aponta que a
forma de pagamento mais usada pela população ainda é o dinheiro,
correspondendo a 72% comparativamente às outras formas de
pagamento. Além disso, a maioria da população brasileira
continua recebendo seu salário em dinheiro (55%). Verificou-se
também um crescimento significativo do número de brasileiros que
possuem conta corrente, passando de 39% em 2007, para 51% em
2010, bem como houve um considerável crescimento da participação
do cartão, tanto de crédito quanto de débito, no pagamento de
contas e compras, principalmente nas compras de
super/hipermercados, eletrodomésticos, roupas e calçados. O
valor médio das despesas mensais do público elevou-se cerca de
40% entre 2007 e 2010, ficando em torno de R$ 808 sendo que 59%
são pagas em dinheiro.
A freqüência com que se verifica se a nota é verdadeira cresceu
entre 2007 e 2010 passando de 51% para 61%. A pesquisa demonstra
também que quanto mais alto o valor da cédula maior a
preocupação se o dinheiro é verdadeiro ou falso. Entre os
elementos de segurança, a marca d’água é verificada com maior
freqüência (41%), seguida do fio de segurança (37%) e da textura
(25%).
As cédulas recebidas dos bancos são consideradas de boa
qualidade por 97% do público e apenas 15% dos entrevistados
sentem dificuldade de obter notas de determinados valores,
principalmente as de R$5 e R$2. Questionados, 67% dos
entrevistados gostariam de ter notas de R$ 2, R$ 5 e R$10 nos
caixas de auto atendimento.
Aproximadamente 21% dos entrevistados costumam levar diariamente
até R$ 3 em moedas. Para o comércio, as moedas de R$1 e R$0,50
são as que mais fazem falta no momento do troco. A pesquisa
também revelou que, nos últimos três anos, diminuiu de 14% para
9% o número de comerciantes que sentem falta da moeda de R$0,01
na hora do troco.
A população brasileira considera importante que as cédulas não
estejam rasgadas (82%). A pesquisa indica que a maioria da
população guarda o dinheiro em local adequado. A carteira é
usada para guardar o dinheiro por 61% dos entrevistados. Outras
formas declaradas de guardar as cédulas são no bolso (24%),
soltas na bolsa (9%) em compartimentos dentro da bolsa (7%), em
carteirinhas dentro da bolsa (7%) ou em porta níqueis (3%).
Em relação à moeda, 33% dos entrevistados disseram que guardam
as moedinhas no bolso. Outros 22% na carteira e 30% em porta
níqueis.
(*)
Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de
Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP,
Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®
www.ffconsult.com
ffconsult@ffconsult.com
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