A admissão de
um novo auditor na equipe é tarefa para ser conduzida com extremo
cuidado, por parte do Gerente de Auditoria Interna.
Deve-se sempre
ter em mente, que a organização julga o Departamento de Auditoria
Interna, a partir de cada membro, de cada Auditor de campo com que está
tendo contato, e por isso, é preciso que todos os membros do
Departamento gozem de prestígio e admiração entre os auditados.
Há também que
considerar-se o impacto que o novo membro causará na equipe já
existente: se o nível do recém admitido for bom, ele será visto pelos
colegas, como fator de revitalização e ajuda, mas se o recém admitido
revelar-se inoperante e despreparado, ele será um peso para os demais
membros da equipe.
Tal é a
importância da escolha de um novo Auditor, que não hesitamos em afirmar
que é melhor manter o Departamento de Auditoria com falta de pessoal, do
que adicionar um novo membro que seja inadequado.
Por outro lado,
não deve o gerente descuidar-se quanto ao tamanho do Departamento, já
que, sem contar com adequada quantidade de auditores, não será possível
produzir trabalhos em tempo oportuno e em escala que atenda às
necessidades da organização.
Nunca será
demais repetir, que o verdadeiro desafio para a Auditoria Interna, é
tornar-se confiável à Diretoria, ganhar o seu apoio, converter-se em
órgão de efetiva utilidade para a alta Administração da Empresa, e, é
claro que essa confiança só será conseguida, se a Auditoria Interna se
mostrar à altura dos desafios. Parte do desafio consiste em estar no
lugar certo, e isto muitas vezes é uma questão de contar com adequada
dimensão quantitativa de seu quadro.
Contratar
Pessoal de fora ou Promover os que já fazem parte da Equipe?
A execução de
serviços da Auditoria Interna vem ao longo do tempo, evoluindo em
complexidade e dificuldade, em função da própria expansão física dos
negócios das empresas, e especialmente em função da introdução de novos
e complexos subsistemas operacionais e de controle dentro das mesmas.
O crescimento
das empresas gera intensa especialização de seus empregados e de seus
equipamentos, segmentando fluxos operacionais e diluindo
responsabilidade, tudo isto se refere ao seu afã de obter uma “visão de
conjunto”, como para o ordenamento de exames detalhados.
Tão grande é a
rapidez com que as coisas evoluem, tão denso é o teor das mudanças, que
a própria Auditoria Interna acaba por abrigar (e estimular) um processo
de especialização, empregando Auditores especializados em Sistemas
Computadorizados, e Auditores especializados em Legislação Tributária,
por exemplo. Sendo essa a seqüência dos fatos, e não superadas as
dificuldades de treinamento interno, verifica-se que na maior parte das
vezes, não resta outra escolha ao Gerente de Auditoria, senão contratar
elementos de fora, que já estão “prontos”, atualizados e competentes nas
novas técnicas e matérias especializadas.
Se por um lado,
a contratação de elementos de fora, nestas circunstâncias, não deve
representar nenhum demérito para os membros da equipe já existente, por
outro lado, este processo não pode ser infinito e eterno.