ONS & Serasa confirmam recuo industrial e na atividade!
Thiago Flores
Segundo Operador Nacional do Sistema Elétrico, a carga de
energia elétrica, que considera a energia disponibilizada aos
consumidores e a perda de energia nos sistemas de transmissão,
atingiu 58,3 mil MWmédios em janeiro, sendo um recuo de 0,5%.
Alguns fatores influenciaram como a ocorrência do fenômeno
climático La Niña, que provoca estiagem no Sul e eleva o consumo
de energia das classes residencial e comercial e a demanda de
energia para irrigação na área rural, crescendo quase 10% na
região. Na região que abrange Sudeste e Centro-Oeste, foi
registrada a expansão de 5%, explicada principalmente pelo ritmo
da atividade industrial, enquanto que na região Norte o
acréscimo mais fraco, de 2%, por conta do clima mais ameno e da
expansão mais moderada das indústrias intensivas em energia. Por
fim, a carga de energia liberada na região Nordeste cresceu
apenas 0,5%, devido às chuvas ocorridas atipicamente no período
em função do La Niña e pelo desligamento da rede básica de uma
indústria de alumínio, intensiva em energia.
Destarte, este indicador sugere isoladamente uma desaceleração
na produção industrial em janeiro. Vamos aguardar as divulgações
do IBGE.
Segundo o Serasa, o comércio varejista provavelmente iniciou o
ano em um ritmo mais moderado. O índice apresentou contração de
2,7% em janeiro quando comparado com dezembro, na série com
ajuste sazonal, principalmente motivada pelos setores de
vestuário e tecidos (-1,9%) e móveis, eletroeletrônicos e
informática (-1,3%). Ao compararmos com o ano passado, o
indicador de atividade do comércio também revelou desaceleração,
ao passar de alta de 12,8% em dezembro de 2010 para 9,8% no
último mês, que ainda se encontra em patamar elevado.
Hoje nas bolsas internacionais devem operar em alta, enquanto
que o dólar deve valorizar relativamente às demais moedas. Esta
melhora da percepção do mercado, por sua vez, é impulsionada
pelas expectativas mais favoráveis para o resultado da geração
de emprego (payroll) nos EUA em janeiro.
Isto posto, seguindo o comportamento mundial, a Bovespa deverá
fechar o dia em alta e o real apresentará ligeira depreciação
frente ao dólar no pregão de hoje. Com relação ao mercado
doméstico de juros futuros, esperamos abertura das taxas
principalmente nos vértices mais longos.
(*)
Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de
Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP,
Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®
www.ffconsult.com
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