O QUE É GESTÃO TRIBUTÁRIA
Paulo Henrique Teixeira
É o processo de gerenciamento dos aspectos tributários de uma
determinada empresa, com a finalidade de adequação e
planejamento, visando controle das operações que tenham relação
direta com tributos.
ATUAÇÃO
Basicamente, a gestão atua sobre o departamento de impostos da
respectiva empresa.
Isto não quer dizer que somente tal departamento é alvo da
gestão. Outros departamentos que influenciam a geração de
impostos (como o Departamento Comercial) também devem estar
compreendidos no alcance da administração tributária.
Um erro muito comum nas empresas é focalizar demais o processo
tributário no departamento de impostos, esquecendo-se que outros
departamentos também geram rotinas fiscais.
OBJETIVOS
A gestão não visa “fazer” mas “administrar”. O objetivo desta
gestão é:
Corrigir possíveis erros de interpretação e execução no
cumprimento das obrigações e rotinas fiscais na empresa.
Evitar contingências fiscais (multas e sanções), bem como o
pagamento indevido de tributos.
Implementar formas lícitas de economia tributária.
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO TRIBUTÁRIA
A realidade tributária brasileira é notoriamente complexa, sendo
um dos componentes do chamado “custo Brasil”.
Existem dezenas de tributos exigidos em nosso país, entre
impostos, taxas e contribuições.
O excesso de tributação inviabiliza muitas operações e cabe ao
administrador tornar possível, em termos de custos, a
continuidade de determinados produtos e serviços, num preço
compatível com o que o mercado consumidor deseja pagar.
Não obstante, há ainda a edição de grande quantidade de normas
que regem o sistema tributário, oriundas dos 3 entes tributantes
(União, Estados e Municípios).
Cálculos aproximados indicam que um contabilista, somente para
acompanhar estas mudanças, precisa ler centenas de normas (leis,
decretos, instruções normativas, atos, etc.) todos os anos.
E ainda, há dezenas de obrigações acessórias que uma empresa
deve cumprir para tentar estar em dia com o fisco: declarações,
formulários, livros, guias, etc.
Se não bastasse este caos, existe ainda o ônus financeiro direto
dos tributos, que tomam até 40% do faturamento de uma empresa.
Somente o ICMS pode tomar 18%, o IPI, 10%, o PIS e a COFINS, até
9,25%, além do Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o
Lucro, INSS, FGTS, Contribuição Sindical, IPTU, IPVA, etc.
Desta forma, o grande volume de informações e sua contínua
complexidade acabam dificultando a aplicação de rotinas e o
planejamento. As pessoas responsáveis pelo setor de tributos das
empresas dispõem de pouco tempo pode dedicar ao estudo das
legislações pertinentes, resignando-se ao cumprimento das
rotinas e recolhimento dos tributos, às vezes de forma imprecisa
ou incorreta.
Aliado a isto, note-se que numa empresa de porte média, várias
pessoas, além das que estão diretamente trabalhando no
departamento fiscal, envolvem-se com rotinas associadas a
tributos. Um exemplo é o pessoal do faturamento, que emite notas
fiscais e calcula impostos.
Portanto, a adoção de uma metodologia de trabalho, de forma
regular e planejada, pelo menos dará condições á empresa de
buscar nas pessoas envolvidas o melhor de seus conhecimentos e
percepções, para enfrentarem o “dilúvio tributário” a que estão
sujeitas diariamente.
(...)
Obs: Esse conteúdo foi editado dia 07/07/2010 (sujeito de
alterações posteriores, versão atualizada no link abaixo)
Fonte: Obra Gestão do Departamento Fiscal, veja mais, clique
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PAULO HENRIQUE TEIXEIRA é Contador, Auditor, Advogado,
Tributárista. Coordenador Técnico dos sites Portal de Auditoria,
Valor Jurídico, sócio administrador da Maph Auditoria Assessoria
Empresarial, Autor de vários Livros e Obras Eletrônicas.
Atualmente dedica-se em tempo integral para pesquisa e atuação
na área tributária.
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