Uma ferramenta importante de orientação técnica, assessoramento,
prevenção e consultoria
João F. Ramos
O trabalho de auditoria muitas vezes é percebido como mera
avaliação das atividades do Departamento de Contabilidade de uma
organização. Com a chegada do auditor, os funcionários
normalmente se sentem vigiados e ficam intranqüilos. O trabalho
de auditoria, ainda que em algumas situações especiais necessite
fazer fiscalizações rigorosas, não tem como objetivo policiar
profissionais ou suas atividades.
A auditoria deve ser compreendida como um conjunto de ações de
assessoramento e consultoria. A verificação de procedimentos e a
validação dos controles internos utilizados pela empresa ou
entidade permitem ao profissional auditor emitir uma opinião de
aconselhamento e orientação a empresa, garantindo precisão e
segurança na tomada de decisão.
O trabalho do Auditor se resume no relatório, portanto deve
levantar com clareza todos os dados que vão fazer parte do
relatório de auditoria.
É comum antes do término dos trabalhos, o Auditor apresentar e
discutir os pontos levantados com a empresa, caso permaneça
alguma dúvida pode-se retornar às análises. Essa discussão
evita muitas vezes de refazer o relatório ou chegar alguma
informação incorreta à Diretoria da empresa, um excelente
relatório pode ser ofuscado por um ponto mal colocado ou
redigido.
v AS FORMAS DE AUDITORIA
As formas mais conhecidas de auditoria definem-se quanto à
extensão, à profundidade e à tempestividade.
· Extensão: segundo o juízo do auditor quanto à
confiança que tenha nos controles internos e no sistema
contábil, essa forma de auditoria pode ser:
a Geral
- quando abrange todas as unidades operacionais.
a Parcial
- quando abrange especificamente determinadas unidades
operacionais.
a Por amostragem
- a partir da análise do controle interno e recorrendo-se a
um modelo matemático, identificam-se áreas de risco e centram-se
os exames sobre estas áreas).
· Profundidade
a Integral
- inicia-se nos primeiros contatos de uma negociação,
estendendo-se até as informações finais (pedido, compra,
pagamento, contabilização, Demonstrações Contábeis). Compreende
o exame minucioso dos documentos (origem, autenticidade,
exatificação); dos registros (contábeis, extracontábeis,
formais/informaise de controle); do sistema de controle interno
(quanto à eficiência e à aderência); e das informações finais
geradas pelo sistema.
a Por revisão analítica
- esta é uma das metodologias para a qual emprega-se o
conceito de Auditoria Prenunciativa, segundo o qual auditar é
administrar o risco. Opera-se com trilhas de auditoria mais
curtas, para obter razoável certeza quanto à fidedignidade das
informações.
· Tempestividade
a Permanente
- pode ser constante ou sazonal, porém em todos os
exercícios sociais. Esse processo oferece vantagens à empresa
auditada e aos auditores, especialmente quanto à redução de
custos e de tempo de trabalho. Como as áreas de risco são
detectadas no primeiro planejamento, o acompanhamento pelos
auditores definirá aquelas já eliminadas e as novas que possam
ter surgido. Assim, o auditor pode focar seu trabalho e diminuir
as visitas, pela facilidade de detecção de problemas.
a Eventual
- sem caráter habitual ou periodicidade definida, exige
completo processo de ambientação dos auditores e de planejamento
todas as vezes em que vai ser feita.
v AUDITORIA INTERNA E EXTERNA
Existem diferenças entre o trabalho do Auditor Externo,
profissional contratado pela organização para a realização do
trabalho de forma independente, sem vínculo empregatício, e o do
Auditor Interno, funcionário integrante dos quadros da empresa.
Enquanto este pretende testar a eficiência dos controles
internos e dos sistemas utilizados, o Auditor Externo é um
consultor que pode auxiliar na melhor adequação dos registros
contábeis da empresa. O Auditor Interno preocupa-se com o
desenvolvimento do empreendimento da entidade e o Auditor
Externo, com a confiabilidade dos registros.
Embora operando em diferentes graus de profundidade/extensão‚ a
auditoria interna e a auditoria externa têm interesses comuns,
daí a conexão existente no trabalho de ambas. Notadamente no
campo contábil, os exames são efetuados, geralmente, pelos
mesmos métodos.
A auditoria externa, em virtude de sua função garantidora no
exame de fidedignidade das Demonstrações Financeiras, pode
utilizar-se de parte dos serviços da auditoria interna, sem,
contudo deixar de cumprir o seu objetivo. Deve, portanto,
coordenar suas ações de modo que seus programas adotem
procedimentos idênticos e impeçam a execução de tarefas
repetidas.
João
F. Ramos é Contador, Gerente de RH, Coordenador Técnico dos
sites
www.maph.com.br
e
www.valorjuridico.com.br
e Autor da Obras
Participação nos Lucros ou Resultados,
Auxiliar de Departamento Pessoal
e
Manual do Auxiliar de Contabilidade,
Manual de Rotinas Financeiras Empresarias,
Manual de Escrituração Fiscal,
Contrato de Trabalho
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