Vendas no Varejo aumentam. Acompanhe os setores.
Thiago Flores
Segundo IBGE, em março, o comércio
varejista registrou
alta de 1,2% no volume de vendas e de 1,4% na receita nominal,
ambas com relação ao mês anterior, ajustadas sazonalmente. Para
o volume e receita de vendas, tais resultados apresentam uma
melhora em relação às taxas do mês anterior. Nas demais
comparações, obtidas das séries sem ajuste, o varejo obteve, em
termos de volume de vendas, acréscimos de 4,1% sobre março do
ano anterior, 6,9% no acumulado do trimestre e 9,5% no acumulado
dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita
nominal de vendas apresentou taxas de variação de 8,5%, 11,6% e
de 13,5%, respectivamente.
Em março, oito das dez atividades pesquisadas obtiveram
resultados positivos: veículos
e motos, partes e peças (3,8%);equipamentos
e material para escritório, informática e comunicação(3,5%); material
de construção (2,7%); móveis
e eletrodomésticos(1,6%); livros,
jornais, revistas e papelaria (1,6%); outros
artigos de uso pessoal e doméstico(1,4%);tecidos,
vestuário e calçados (1,1%); hipermercados,
supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%);combustíveis
e lubrificantes (-0,1%)
e artigos
farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos(–0,1%).
Na comparação com março de 2010 (série sem ajuste), todas as
atividades cresceram. Por ordem de importância, as variações
foram:móveis
e eletrodomésticos (11,1%); hipermercados,
supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%);equipamentos
e material para escritório, informática e comunicação (18,2%); tecidos,
vestuário e calçados (5,6%);artigos
farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,5%); combustíveis
e lubrificantes (2,7%);outros
artigos de uso pessoal e doméstico (1,5%); livros,
jornais, revistas e papelaria (0,1%).
Móveis e eletrodomésticos,
com variação de 11,1% no volume de vendas em relação a março do
ano passado, registrou o principal impacto na formação da taxa
do varejo (45%). Este resultado, ainda que reflita as condições
favoráveis da economia, teve crescimento inferior às taxas dos
últimos meses, o que pode indicar efeitos da política
macroprudencial do governo. No acumulado do trimestre a taxa foi
de 16,8% e nos últimos 12 meses, de 17,2%.
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e
fumo,com
variação de 1,5% no volume de vendas na comparação com março de
2010, foi responsável pela segunda maior contribuição (18%). Em
termos acumulados, a taxa para os primeiros três meses do ano
foi de 2,8% e, para os últimos 12 meses, de 6,6%. Pelo terceiro
mês consecutivo o setor não proporcionou a principal
contribuição à taxa global, refletindo, possivelmente, uma
retração de demanda provocada pelo aumento dos preços dos
alimentos.
Equipamentos e materiais para escritório, informática e
comunicação, responsável
pelo terceiro maior impacto na formação da taxa global, obteve
acréscimo no volume de vendas da ordem e 18,2% na comparação com
março do ano passado, taxa acumulada no ano de 13,9%, e, nos
últimos 12 meses, 20,6%. Dentre os fatores que vêm determinando
este desempenho, destacam-se a redução de preços dos produtos do
gênero (-14,7% nos últimos 12 meses para o subitem
microcomputador no IPCA) e a crescente importância que os
produtos de informática e comunicação vêm tendo nos hábitos de
consumo das famílias.
Vinte das 27 unidades da federação apresentaram resultados
positivos na comparação março11/março10 no que tange ao volume
de vendas. Os destaques foram: Tocantins (16,5%); Roraima
(14,6%); Paraíba (11,0%); Maranhão (10,3); e Ceará (10,0%).
Quanto à participação na composição da taxa do comércio
varejista, sobressaíram:
São Paulo (4,7%); Minas Gerais (8,5%); Rio de Janeiro (4,2%);
Ceará (10,0%) e Rio Grande do Sul (2,1%).
Já em relação ao varejo
ampliado, dez unidades da federação apresentaram
resultados positivos, sendo as maiores taxas de desempenho no
volume de vendas verificadas em Roraima (13,8%); Espírito Santo
(12,8%); Acre (8,9%); Tocantins (8,8%) e Mato Grosso (5,3%).
Quanto aos negativos, destacam-se: Piauí (-13,2%); Sergipe
(-10,8%); Distrito Federal (-10,4%) e Rio Grande do Norte
(-9,4%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os
destaques foram os estados de São Paulo (-3,5%); Rio de Janeiro
(-5,3%); Distrito Federal (-10,4%); Bahia (-6,2%) e Pernambuco
(-5,2%).
Para o volume de vendas, os resultados com ajuste sazonal
apontam para 17 estados com resultados positivos na comparação
mês/mês anterior. As maiores variações foram em Piauí (5,8%);
Alagoas (4,3%); Sergipe (3,8%); Espírito Santo (3,8%) e Rio de
Janeiro (3,1%).
(*)
Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de
Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP,
Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®
www.ffconsult.com
ffconsult@ffconsult.com
Você
profissional ou estudante da área de Auditoria,
Contabilidade, Tributação, mande-nos seu artigo para
publicação e debate, através do e-mail
portaldeauditoria@portaldeauditoria.com.br
Veja mais assuntos publicados
sobre
Auditoria Interna
Artigos publicados sobre Auditoria
Interna
- Canal
de Denúncia: ferramenta pode evitar perdas financeiras e danos à
imagem da companhia
- O
Papel da Auditoria Interna na Prevenção de Riscos.
- O
que é a auditoria interna
- Como
Auditar sua Logística Interna
Cursos sobre Auditoria Interna




Publicações
Recomendadas:

