Ultimas resultados do setor de vendas no varejo e IGP! Confira
as bolsas e o câmbio!
Thiago Flores
A forte expansão das
vendas no varejo verificada no ano passado reforçou a avaliação
de que a economia doméstica teve um desempenho bastante forte ao
longo de 2010, pautada pelo crescimento do emprego e da renda,
aliado à evolução favorável da confiança do consumidor e do
crédito. Apesar do resultado mais fraco do que esperado em
dezembro, o volume de vendas do comércio varejista se expandiu
10,9% no acumulado do ano passado, em relação a 2009, sendo que,
ao incorporarmos as categorias de veículos e materiais de
construção, as vendas mostraram crescimento de 12,2%.
Por grupos de
atividades, todos os setores apresentaram crescimento elevado ao
longo de 2010, dentre os quais vale destacar a alta de 8,7% das
vendas de super e hipermercados, componente de maior peso nas
vendas restritas, enquanto que móveis e eletrodomésticos e
equipamentos de escritório e informática cresceram 18,3% e
24,1%, respectivamente. No caso das vendas ampliadas, os setores
de veículos e partes e materiais de construção mostraram altas
de 14,1% e 15,6%, nesta ordem, em relação a 2009, refletindo a
expansão da renda real (3,8%) e do crédito ao consumo (18,8%) no
período.
O IGP-10 de fevereiro
apresentou alta de 1,03%, ligeiramente acima das nossas
projeções e da mediana do mercado (0,98%), apresentando
resultado bastante superior ao apresentado no IGP-10 de janeiro
(0,49%). A aceleração do índice é motivada por preços em
elevação no IPA, tanto agrícola quanto industrial. Na parte
agrícola (2,42%), os preços mais altos de milho, trigo, algodão
e carnes bovinas, contribuíram para o resultado mais
pressionado, que não deverá ter arrefecimento significativo
nesse mês. No IPA industrial (0,70%), além da incorporação do
reajuste de minério de ferro do primeiro trimestre, a cadeia
têxtil também vem pressionando o resultado. Além disso,
reajustes nos preços de fumo e cigarros também começam a ser
incorporados. No sentido contrário, produtos alimentícios
ampliaram a queda. No varejo, o IPC mostrou alta de 0,92%, ainda
pressionado pelos reajustes de transportes e educação, que
compensaram o arrefecimento de alimentação. Com a dissipação dos
efeitos dos reajustes, a inflação no varejo deverá ceder para um
patamar menos elevado nas divulgações seguintes. Por fim, o INCC
apresentou alta de 0,42%. Os próximos IGPs ainda deverão se
manter em um patamar elevado, mas devem mostrar desaceleração,
já que o reajuste do minério de ferro deverá começar a ter seus
efeitos dissipados, ao mesmo tempo em que os preços agrícolas
também devem começar a mostrar alguma desaceleração.
As bolsas européias e o
índice futuro da bolsa norte-americana (S&P) devem operar em
alta, enquanto o dólar perder valor frente às demais moedas,
refletindo a melhor percepção quanto à atividade global. Ao
longo do dia, a divulgação dos dados de produção industrial de
janeiro e da ata do FOMC deverá reforçar esta visão mais
favorável para os EUA. Este otimismo deve se estender para o
mercado doméstico, fazendo com que a bolsa brasileira feche o
pregão em alta e o real se aprecie frente ao dólar.
(*)
Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de
Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP,
Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®
www.ffconsult.com
ffconsult@ffconsult.com
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