O
setor de auditorias no Brasil demonstra ser um dos mais
promissores para os próximos anos, por conta das
mudanças na política econômica, que apertam o cerco em
cima das empresas, na busca de maior transparência nos
negócios. Hoje, cerca de 20 empresas especializadas
atuam na área de auditoria, sendo liderado por cinco
grandes empresas, detentoras da maior parte dos negócios
do ramo, responsável por movimentar cerca de R$ 4
bilhões ano passado no Brasil.
Com o crescimento de fusões e aquisições, além das
empresas que querem abrir capital, a perspectiva é um
mercado ascendente no segmento, graças à maior atenção
voltada às áreas de gestão de riscos. Indícios de que o
mercado de auditorias pode até dobrar, em volume de
negócios no País, ainda nesta década.
Ainda que sejam estimativas, os números apontam para os
próximos anos um crescimento mínimo na ordem de 20%,
anuais, puxados por contratos em segmentos como os de
construção, tecnologia da informação (TI), varejo, além
das áreas tributária e financeira.
Com um faturamento estimado em R$ 40 milhões alcançado
no ano passado, uma das maiores empresas multinacionais
do ramo de auditoria e consultoria, com atuação no
Brasil em várias regiões, a BDO está otimista com os
negócios no País. A empresa, que auxilia os clientes com
serviços de
auditoria, impostos e consultoria, envolve cerca de
430 colaboradores e atuação atualmente em cidades como
Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), São José dos Campos
(SP), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo
Horizonte (MG) e Recife (PE). De olho no crescimento dos
negócios no mercado nordestino, a BDO agora segue para
uma nova empreitada, está prestes a inaugurar uma
operação em Fortaleza (CE).
Para Raul Corrêa da Silva, sócio-fundador da RCS
Auditores Independentes, empresa que se uniu há cerca de
dois anos ao grupo BDO, quando este deixou de atuar com
a concorrente Trevisan, o setor tem se mostrado cada vez
mais forte, por ser concentrado nas mãos de grandes
grupos com referências internacionais. Grupos que
respondem por mais da metade do faturamento das
auditorias no País. No mercado as empresas são
conhecidas como "Big Five". Concorrentes de peso, elas
disputam negócios em vários países, e também no Brasil:
Deloitte Touche Tohmatsu, Price WaterhouseCoopers (PwC),
Ernst & Young, KPMG, que junto da própria BDO, têm à
frente a força motriz do ramo na economia brasileira.
Só a BDO Brasil, por exemplo, conta com o apoio global
da empresa em mais de 119 países. "Hoje, o mercado de
fusões e aquisições está enfocado no mercado médio e
essa é uma das nossas maiores prioridades. Áreas como
varejo, construção e financeira estão fortes neste
sentido", comentou.
Fonte:
DCI