Da Redação
As mudanças na sistemática de funcionamento das equipes
de auditoria introduzidas pela Auditoria Geral do Estado
(AGE) em 2011 tornaram os trabalhos de auditoria e
controle realizados pelo órgão ainda mais eficientes e
resultaram em uma maior especialização dos auditores do
Estado. Desde março a atuação ocorre por subsistemas de
gestão, como financeiro, patrimônio, aquisições e gestão
de pessoas, para citar alguns, e não mais por órgãos e
núcleos sistêmicos.
Conforme destaca o secretário-auditor geral, José Alves
Pereira Filho, a vinculação das equipes diretamente a
algumas áreas possibilitou aos técnicos da AGE conhecer
a fundo o processo, resultando em trabalhos com ainda
mais qualidade. “Devido a atuação por subsistemas temos
hoje unidades especializadas e isso tem contribuído para
um maior aprofundamento das nossas análises”, pontua.
Além disso, a atuação por área e não mais por órgãos,
segundo o auditor geral, cria condições para que seja
possível elaborar um panorama sobre todos os subsistemas
de gestão do Estado. “Pelo modelo anterior, no qual as
equipes de auditoria estavam vinculadas a órgãos e
entidades, os trabalhos acabavam se restringindo quase
sempre aos subsistemas financeiros e de aquisições e
contratos, deixando os demais em segundo plano”.
Isso fazia com que áreas importantes, como de gestão de
pessoas e convênios, por exemplo, não recebessem a
devida atenção. Entretanto, com a vigência do novo
modelo será possível às equipes realizarem o mapeamento
de todos os subsistemas estaduais, cujos resultados
subsidiarão futuros trabalhos de auditoria pela AGE e
Tribunal de Contas, bem como darão suporte à tomada de
providências pelos próprios gestores públicos.
Conforme salienta a superintendente de Auditoria de
Aquisições e Apoio Logístico, Tatiana Piovezan, no que
tange a sua área de atuação, a nova sistemática
possibilitou que os trabalhos pudessem ser focados na
Superintendência de Aquisições Governamentais da
Secretaria de Estado de Administração (SAD), que
concentra a maior parte das licitações promovidas pelo
Governo de Mato Grosso.
Piovezan afirma que foram verificados ganhos na
fundamentação teórica dos trabalhos realizados pelas
equipes de auditoria, bem como o crescimento da atuação
preventiva desenvolvida pelo órgão, com ações realizadas
na fase anterior à efetivação dos processos. “Pudemos
também unificar entendimentos em relação a alguns
assuntos e deste modo evitar posicionamentos divergentes
sobre um mesmo ponto”, destaca ela.
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